Alexandre de Moraes vê indício de desvio de finalidade na escolha do delegado, que é próximo da família Bolsonaro.
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo
Tribunal Federal (STF), suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a
diretoria-geral da Polícia Federal. A decisão é liminar – ou seja, provisória –
e foi tomada em ação movida pelo PDT.
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STF, suspendeu a nomeação de Alexandre Ramagem para a
diretoria-geral da Polícia Federal
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Ramagem, que é amigo da família
Bolsonaro, foi escolhido pelo presidente da República para chefiar a PF, em
substituição a Maurício Valeixo.
A demissão
de Valeixo por Bolsonaro levou à saída do então ministro da Justiça Sergio
Moro, que acusou o presidente de tentar interferir politicamente na Polícia
Federal.
Na decisão
em que suspendeu a nomeação, Moraes citou as alegações de Moro, e afirmou que
pode ter ocorrido desvio de finalidade na escolha de Ramagem, "em
inobservância aos princípios constitucionais da impessoalidade, da moralidade e
do interesse público."
Moraes
ressaltou as afirmações do ex-ministro da Justiça que dão conta de que Bolsonaro
queria "ter uma pessoa do contato pessoal dele” no comando da PF, “que
pudesse ligar, colher informações, colher relatórios de inteligência”.
A proximidade de Ramagem da
família Bolsonaro vinha causando contestações à escolha dele para chefiar a PF,
para qual entrou em 2005.
A relação
com o presidente e os filhos dele começou nas eleições de 2018, quando Ramagem
chefiou a equipe de segurança do então candidato Bolsonaro. Candidatos tem
direito à segurança da PF.
No réveillon
de 2019, Ramagem foi fotografado em festa ao lado do filho do presidente Carlos
Bolsonaro, que é vereador do município do Rio de Janeiro (veja foto).
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