Por AFP
O mundo se aproxima das 200.000 mortes decorrentes do novo
coronavírus, enquanto a Organização das Nações Unidas (ONU) une esforços
internacionais para encontrar uma vacina acessível a todos, a única maneira de
conter a pandemia, que também afunda as economias.
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Organização Mundial da Saúde (OMS) advertiu que não há provas de que pessoas que testaram positivo para a COVID-19 estejam imunizadas
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Superar a atual pandemia, que força metade da população a ficar
confinada e expõe o planeta a uma recessão sem precedentes, representará o
“maior esforço de saúde pública da história”, disse na sexta-feira, 24, o
secretário-geral da ONU, Antonio Guterres.
As vacinas devem ser seguras, acessíveis e disponíveis para
todos, enfatizou Guterres em uma reunião virtual, na qual participaram os
líderes da França e da Alemanha, mas não os da China, berço da pandemia, nem
dos Estados Unidos.
E, neste sábado, 25, a Organização Mundial da Saúde (OMS)
advertiu que não há provas de que pessoas que testaram positivo para a COVID-19
estejam imunizadas, considerando que os chamados “passaportes de imunidade”
podem favorecer a propagação da pandemia.
“Não há, neste momento, provas de que as pessoas que se curaram
da COVID-19 e que têm anticorpos estejam imunizadas para uma segunda infecção”,
apontou em comunicado.
Enquanto na Europa a curva de contágio parece entrar em uma fase
descendente e na América Latina em uma ascendente, a OMS lançou uma
“colaboração histórica” para acelerar a produção de vacinas e tratamentos
contra a COVID-19, explicou seu diretor, Tedros Adhanom Ghebreyesus.
A corrida já começou nos laboratórios, com meia dúzia de ensaios
clínicos, especialmente no Reino Unido e na Alemanha. No entanto, uma
catástrofe esconde outra: cerca de 400.000 pessoas podem morrer neste ano de
malária devido aos problemas de distribuição de mosquiteiros e medicamentos que
o coronavírus está causando, alertou a OMS. No Zimbábue, o número de casos de
malária aumentou quase 50% em comparação com o ano passado.
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