Pesquisa Salariômetro, elaborada pela Fipe, mostra que empresas estão recorrendo aos mecanismos autorizados pelo governo para evitar demissões durante a crise provocada pelo coronavírus.
Com
o avanço do coronavírus e o impacto da doença na atividade econômica, mais da
metade das cláusulas negociadas em convenções e acordos coletivos no país já
envolvem redução de jornada e salário e suspensão do contrato de trabalho.
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Imagem: Gabriel Ramos/iStock
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Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (23) pela
pesquisa Salariômetro, elaborada pela Fundação Instituto de Pesquisas
Econômicas (Fipe). O levantamento foi realizado de março até 17 de abril e,
portanto, engloba parte do período em que teve início do distanciamento social,
considerado fundamental para evitar o avanço do surto.
No
período analisado pelo estudo, 1.045 cláusulas foram negociadas, sendo 188
(18%) destinadas para a redução de jornada, 187 (17,9%) pela redução de salário
e 181 (17,3%) pedindo a suspensão de contratos de trabalhos.
Segundo o Ministério da Economia, até 16 de abril mais de 1,7 milhão de trabalhadores já haviam
sofrido corte de jornada ou tido seus contratos de trabalho suspensos.
O
levantamento também mostra os setores que mais têm negociado. São eles:
·
Bares, restaurantes, hotéis e similares (22% do
total)
·
Transporte, armazenagem e comunicações (21,6%)
·
Comércio atacadista e varejista (12,9%)
·
Confecções, vestuário, calçados e artefatos de
couro (11,8%)
·
Indústria metalúrgica (4,7%).
No recorte
estadual, as negociações estão concentradas em Pernambuco (18,4%), Paraná
(16,9%), São Paulo (13,7%), Rio Grande do Sul (11,8%) e Minas Gerais (9,8%).
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