Por AFP
A Espanha
registrou 87 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas, caindo abaixo da
barreira das 100 mortes pela primeira vez em dois meses.
“Estamos
abaixo de 100 pela primeira vez em muito tempo, o que é uma boa notícia”, disse
o diretor do Centro de Coordenação de Alertas e Emergências em Saúde, Fernando
Simón.
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País ainda é um dos mais afetados Foto:
Miguel Riopa | AFP
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No auge da
epidemia, 950 mortes foram registradas no início de abril. “Estamos muito perto
de que esse esforço que fizemos mostre que alcançamos o objetivo final de
acabar com a transmissão”, afirmou.
A Espanha
continua sendo um dos países mais afetados no mundo pela pandemia da COVID-19,
com 27.650 mortes, de acordo com o balanço do Ministério da Saúde publicado
neste domingo, 17. Mais de 231.000 casos de contágio foram relatados.
Simón lembrou,
porém, que, à medida que a mobilidade se abre, o país pode ser exposto a “casos
importados”. A Espanha iniciou um progressivo desconfinamento em uma parte do
país na segunda-feira passada, 11, o qual deve terminar no final de junho.
Com a
autorização do governo para o desconfinamento em mais províncias nesta
segunda-feira, 18, cerca de 70% dos espanhóis terão começado a recuperar a
normalidade de deslocamento na próxima semana. A primeira fase da medida prevê
a reabertura de terraços para bares e restaurantes, bem como reuniões de
família, ou de amigos, com no máximo 10 pessoas.
Já Madri, uma
grande parte da região vizinha de Castilla León e Barcelona permanecerão
confinadas na próxima semana. O governo decidiu relaxar, porém, as medidas e
permitir que pequenas empresas abram suas portas sem hora marcada.
Durante vários
dias, houve todas as noites manifestações em um bairro de Madri para denunciar
a gestão da crise de saúde por parte do governo Pedro Sánchez. O movimento se
espalhou para outros bairros da capital e da cidade de Salamanca (Castilla
León).
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