Ação integra a 2ª fase da operação Vírus Infecto e investiga fraudes e desvio de recursos públicos destinados às ações de combate ao coronavírus.
Agentes
da Polícia
Federal (PF) cumprem desde as primeiras horas desta sexta-feira (29)
mandados de prisão e busca e apreensão pela 2ª fase da operação Vírus Infecto,
que investiga
fraudes e desvio de recursos públicos destinados às ações de
enfrentamento do novo coronavírus no estado.
![]() |
Operação Vírus Infecto - Viatura em frente à sede da Secretaria de Saúde do Amapá — Foto: Danillo Borralho/Rede Amazônica
|
Um dos locais de busca é a sede da Secretaria de Estado
da Saúde (Sesa), no Centro de Macapá.
De acordo com a PF, são 3 mandados de prisão preventiva e 9 de busca e
apreensão.
A operação com apoio do Ministério Público Federal (MPF)
também pede o afastamento de uma servidora pública da Sesa, que não teve o nome
revelado, mas que teria recebido vantagens indevidas para agilizar a liberação
de recursos públicos para empresas direcionadas.
A
1ª fase da operação ocorreu exatamente há 1 mês, em 29 de abril, e mirou
a empresa Equinócio Hospitalar, uma das maiores fornecedoras de equipamentos
de proteção individual para a rede pública de saúde do Amapá.
"Após a deflagração da 1ª fase, em abril, foram
constatados indícios de pagamento de vantagens indevidas, por parte de
empresário, à servidora da Sesa/AP, com o fim de agilizar os trâmites
burocráticos de liberação de notas de empenhos", detalhou a PF.
A 2ª fase conta com 35 policiais e, de acordo com a PF,
foram descobertos a partir da1ª fase que os pagamentos eram feitos para um
familiar da servidora pública, indicado por ela. Os valores foram transferidos
por pessoas jurídicas registradas em nome de um empresário.
Os investigados podem responder por crimes que resultam
em até 20 anos de prisão, entre eles, corrupção ativa, corrupção passiva e
organização criminosa.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
faça comentários, críticas, elogios e/ou sugestões. Este site não publica ofensas